Durante a sessão de reabertura dos trabalhos da Câmara de Amélia Rodrigues, dia 04 de agosto de 2026, o prefeito João Bahia fez um pronunciamento em tom de desabafo ao abordar os impactos financeiros herdados da administração anterior.

Segundo o Prefeito João Bahia, sua administração tem sido obrigada a destinar recursos que poderiam estar sendo investidos em obras e melhorias para a população ao pagamento de dívidas deixadas pela antiga gestão.
O Prefeito João Bahia afirmou que, apesar de sua gestão ter tido as contas aprovadas, precisou assumir uma dívida superior a R$ 5 milhões relacionada ao FUNDEB, referente aos anos de 2018 e 2019, período da administração do ex-prefeito, a quem se referiu como o "famigerado" gestor.
O prefeito também questionou os órgãos e entidades que, segundo ele, exercem forte fiscalização sobre sua administração, mas que não teriam apontado as irregularidades existentes na gestão anterior.
Em sua fala, citou a APLB, afirmando que a entidade acompanha de perto as ações de seu governo, mas teria ignorado os problemas que agora precisam ser solucionados.
Ainda durante o pronunciamento, o prefeito João Bahia informou que a dívida foi parcelada para possibilitar o equilíbrio financeiro do município. No entanto, lamentou que recursos importantes precisem ser utilizados para quitar débitos antigos, em vez de serem investidos em obras, infraestrutura e outros benefícios para a população.
O gestor destacou ainda que o impacto dessas dívidas não ficará restrito ao seu mandato. Segundo ele, os próximos prefeitos de Amélia Rodrigues também terão que continuar arcando com os parcelamentos deixados pela administração anterior, comprometendo parte da capacidade de investimento do município por vários anos.
Ao encerrar sue discurso, o prefeito João Bahia afirmou que acredita que outras situações envolvendo a antiga gestão ainda surgirão, manifestando a expectativa de que esses fatos não tragam prejuízos à sua administração.
Finalizando seu discurso, o prefeito fez a leitura do texto bíblico de Romanos 1:21, utilizando a passagem como reflexão para os presentes.