IX Festival de Arte do Centro Educacional Atenas aborda o Nordeste

Abordando temas importantes trabalhados durante todo o ano, o Colégio Atenas em Conceição do Jacuípe abordou o Nordeste brasileiro: Sertão Nordestino: a terra, o homem e a lida.

Riqueza de cultura, historia, situação do trabalho do nordestino na área do sertão e os tipos humanos do Nordeste foram muito bem abordados pelos alunos através da musica e representações de dança.

Com uma pesquisa bem dirigida pelos professores e diretores do Atenas, todo o trabalho foi bem caracterizado por vestimentas e cenários típicos.

 

A migração Nordestina também foi abordada na apresentação.

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Parabéns a toda equipe CEA. Mas esse pai é chato ele vê tudo ai fica difícil de comentar alguma coisa ele já falou tudo e mais um pouco, ele é muito observador, garanto que você não é de Berimbau.

Eu | 17/11/2015 22:51:29



Em seu discurso de abertura e agradecimentos a gestora do Centro Educacional Atenas (CEA) foi enfática ao afirmar que o real propósito da realização do festival está vinculado à produção de conhecimentos acadêmicos. O que de fato pudemos constatar através do texto de cada personagem, na letra de cada música e na expressividade de cada participante do espetáculo. Vimos os educandos exteriorizando suas múltiplas inteligências de forma muito peculiar. Trazer à tona um tema como a região Nordeste tornou o evento mais interessante ainda. Pois enquanto instituição acadêmica evidenciar de forma contextualizada temas polêmicos é bastante pertinente. Porque isso significa construção crítica de conhecimentos. Inicialmente, analisemos o texto dos mestres de cerimônias: Luiz Gonzaga e Lampião. Figuras representativas da história do povo nordestino (e nessa escolha a escola foi extremamente feliz). Considerando que a região estudada é marcada por contrastes, eles representam perfeitamente essas características. De um lado, Luiz Gonzaga, a personificação da cultura da musicalidade, da religiosidade, do politicamente correto, da valorização dos laços familiares, do amor fraterno... No outro extremo, Lampião o ícone do apolítico, do opressor, da violência na imposição do poder da força, da deterioração dos laços afetivos e familiares... E é a partir deles que toda a discussão acadêmica transcorre, evidenciando os elementos que caracterizam o nordeste brasileiro. Nesse contexto, foi evidenciado o êxodo rural e suas consequências e implicações na esfera social e cultural. Onde foi explicitado que esse fenômeno não se configura como a solução viável para os problemas que afetam esta ou aquela região do país. Pois enquanto considerarmos que no sertão coexiste a seca, a fome, a falta d’ água; na cidade grande há tantos outros fatores que interferem em igual proporção na vida do cidadão brasileiro e isso foi explicitado extraordinariamente na figura do retirante que abandona suas terras e sai em busca de uma “vida melhor”. Assim, ao apresentar o esplendor da região Nordeste a escola busca desmistificar o estereotipo criado em relação o povo nordestino. Somos o Nordeste de Ariano Suassuna, de Luiz Gonzaga, de João Cabral de Melo Matos, de Jorge Amado, de Zélia Gattai, de Patativa do Assaré, do vaqueiro, da lavadeira, do lavrador e tantas outras personagens que contribuíram significativamente para a formação do povo brasileiro. Somos tantos Severinos e Marias que em cada período da história desse gigante por natureza lutamos arduamente para construir o legado que caracteriza a singularidade dessa fração do nosso país. Outro aspecto a salientar refere-se ao desempenho de Lampião ao afirmar categoricamente que seus descendentes continuam atuando no Brasil a fora e que hoje o gibão e chapéu de couro foram substituídos pelo paletó e pela gravata. E se fôssemos deixá-lo se expressar mais ainda certamente ele nos diria que a espingarda fora substituída pela imunidade parlamentar. Enfim, foi um espetáculo de criticidade ímpar; correlacionado em cada ato, configurando-se numa reflexão muito significativa sobre as riquezas e os valores do povo nordestino. Há sim de se ressaltar as qualidades imensuráveis de um povo que escolhe a música e a poesia para fazer ouvir sua dor, seu sofrimento; que faz do ato de reconstruir-se sua lida e sua sina, convidando-nos a sentir orgulho de ser(tão) nordestino. Com essa expressão o CEA nos exorta que para sentirmos orgulho do que somos não precisamos nos desvencilharmos de nossas raízes, mas que podemos ressignificá-las e torná-las aquilo que gostaríamos que de fato fossem. Portanto, a análise do tema não se encerra neste texto e em se tratando de uma explanação tão significativa do conteúdo proposto e estudado que se fôssemos analisarmos minuciosamente a qualidade do texto base para a realização do espetáculo, teríamos material suficiente para uma dissertação de mestrado. Parabéns a todas as personagens que direta ou indiretamente contribuíram para a grandiosidade do show de Arte, Literatura, História, Sociologia, Geografia, Estatística, Matemática, Biologia... Parabéns CEA por ressignificar o aprendizado

Pai de aluno | 15/11/2015 00:20:06



Foi muito lindo. Toda Equipe do CEA está de parabéns. E todos os "Artistas Anônimos" os queridos Alunos que brilharam. Merecem todo nosso carinho. Cleuma vc está de parabéns! Sempre um grande sucesso os festivais.

Mãe de aluno | 14/11/2015 20:52:12




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